Um homem pobre deve continuar a sê-lo se, para enriquecer tiver que usar como armas a fraude e a deslealdade; deve preferir estar sem emprego e sem poder, se para isto tiver que mendigar posições; deve preferir a dor das esperanças frustadas a realizá-las à custa de adulações; deve renunciar ao benévolo aperto de mão, se para isso tiver que se humilhar e se arrastar; deve envolver-se na própria virtude, porcurar o pão cotidiano e um amigo verdadeiro. Se os seus cabelos se fizerem brancos sem que a sua honra tenha uma mancha, deve agradecer aos céus e morrer tranquilo.
Nelson Querino

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