O óleo das maquinas é o seu sangue
O suor do seu rosto as engrenagens
A força dos seus braços o dinheiro
O capital da burguesia seu chicote
Proletariado é o seu nome
Burguesia é o seu dono
Se vendo por misero salário
Que subsidio sobrou ao pobre?
O capitalismo não quer saber
Se tem dinheiro para este sobreviver
Só vê os lucros dos negócios
Que se danem os muitos pobres?
Logo no século da razão
Não pensaram em outra opção?
Encaminharam-se ao XIX
E já estava a Revolução
A burguesia no poder
Que a monarquia não quis ver
Mas a onde se encontra o nobre?
Pior ficou o pobre!
As cidades só fez crescer!
As indústrias são o progresso!
Que o capital trouxe correndo
Cadê a mentalidade do novo homem?
Que já não tem mais direção!
Criou-se então o relógio
E cabresto se pôs no homem
E pela glória do progresso
O capital é o mais certo
A burguesia apropriou os bens
E daí quem não os tem?
Se o dinheiro não os cobre
Fica então á própria sorte
Seja proletário do meu negocio
Quem sabe um dia se torne sócio?
O capitalismo dá mobilidade
Muito melhor que a medieval sociedade
Ora, o proletário é mais feliz
Muito mais que o servo quis
Porque reclamar dessa vida?
Hoje já não tão sofrida!
Sou proletário meu senhor
E meu trabalho se desvalorizou
Com seus pensamentos protestantes
Que a vossa burguesia implantou
Não importa em que parte da história
Em que época da memória
O pobre melhorou?
Este apenas se acostumou
Com o mundo que mudou!
Devo prega o socialismo?
O inimigo do capitalismo!
Aonde esta a nossa parte?
Que nos roubam sempre os covardes
Somos parte da produção
Somos a força e carvão
Os pilares da vossa comodidade
Do luxo que não nos cabe
Meu senhor olhe a pirâmide
A desigualdade tão gritante
Da vida do trabalhador
Na vida de labor
O que me resta nisto tudo?
Trabalhar para vós feito burro?
Também quero escolaridade
Bancos de universidade
Mas os Governos não nos querem assim
Instruídos para agir
E estourar um novo motim
Nos querem mesmo sem noções
Sem que façamos revoluções
Sem igualdade pela qual lutamos
Pela felicidade que então sonhamos
Somos massa, somos escória
E a burguesia nos explora
Então viva, viva o capitalismo
O mundo belo e corrompido
Que se destruam as florestas
Pois o dinheiro é nossa meta
Que venha a poluição
O aquecimento global
Que aos pobres mais afeta
Pois é pelo muito consumismo que não fazemos
E pelos carros que não temos
Pelas chaminés industriais que não são nossas
Pelas sujeiras das ruas e joças
Que a burguesia aceita o capital! Não é?
Se precipita ao próprio mal
Pois tem medo de se tornar pobre
A fobia desse grande choque
Estrutura nossa perfeita sociedade
Tão cheia de desigualdades
Tudo bem, eu sou pobre,
O infortúnio é minha sorte
Já me preparo para novos caminhos
Para um mundo sem o capitalismo
Eu danço a musica da vez
Sou maleável em mil formas
E você cara burguesia?
Em que nova estrutura social se encaminha?
Não me diga que será pobre?
Este status a ti não é nobre!
Afinal, pobre sou eu
Este rumo já é meu
Você formara uma nova classe
Uma nova que lhe baste
Ou se juntará a mim mais uma vez?
E falaremos outra vez em francês?
Estes tempos não são os antigos
Nem o reinado do absolutismo
Embora seja tão absoluta a vossa classe elitista
Que á muitos encaminha a vida
Sonharei, eu mais uma vez
A onde o pobre tenha sua vez
Que o proletariado sobreviva!
Em culturas orientais
Não ocidentais, eu diria:
Gira, gira, roda gira.
(Jennifer Alves)
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